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Guerras, religiões e patimônios "divinos"

Se não houvessem religiões, haveriam guerras?

Antes de mais nada, gostaria de deixar bem claro que não sou contra nenhuma crença ou religião, estou apenas descrevendo FATOS que podem ser facilmente pesquisados e comprovados por qualquer um que queira se inteirar com qualquer uma destas questões.
Sim, haveriam guerras da mesma forma, pois todas as guerras tiveram como cunho e foco principal as diferenças políticas e econômicas. E não somente diferenças étnicas ou religiosas, estas em sua maioria
foram bodes expiatórios para explicar barbáries e lutas pelo poder. O apelo étnico e religioso “justifica” o conflito como um dever histórico e o passado “fundamenta” a guerra do presente. Motivações deste tipo frequentemente geram abusos, como o extermínio de populações inteiras, na forma de etnocídios e genicídios. Sua lógica precede a lógica da política moderna e do Estado, embora este tipo de justificativa continue sendo utilizada na atualidade para diversas guerras recentes.
Vê-se a inquisição espanhola: com o enriquecimento dos mouros (mulçumanos) que viviam na região da Espanha (invadida pelos mesmos há décadas), famílias da região, e donos de feudos em decadência como os Bórgias, estavam perdendo o poder econômico na região e não tinham desculpas ou maneiras de matar os mouros e adquirir seus bens para si, sendo assim a desculpas da vez foi que eles eram mulçumanos e não seguiam a doutrina católica, que na época tinha forte poder político, pois não haviam ainda países, mas sim vários reinos, desta forma a igreja unificava um pouco todos esses reinados ("tipo a ONU + ou -") por sua doutrina que era seguida por vários reis da europa, que inclusive muitas vezes justificava sua linhagem real (sangue azul) de maneira divina (escolha de Deus), assim com a desculpa pela fé, era mais fácil controlar os súditos. Vejam bem: tudo isso teve motivação política e econômica, a religião foi apenas um meio para tentarem justificar os atos (Maquiavel) neste período denominado por alguns como idade das trevas. Se não fosse a justificativa pela religião, com certeza iriam focar em outra coisa como raça, cultura ou costume ...
A segunda guerra mundial por exemplo: para entendermos melhor as motivações para esta guerra, vamos conhecer um pouco sobre os judeus, no decorrer da história alguns deles adquiriram a prática de emprestar dinheiro a juros (como os bancos hoje) para não judeus pegando uma brecha no livro de Deuteronômio, do velho testamento: "Para um estrangeiro, vós podeis emprestar sob a usura, mas não emprestarás sob a usura ao vosso irmão". Em outras palavras, eles podiam emprestar dinheiro cobrando juros de um cristão ou mulçumano, mas não a outro judeu. Com isso, atravéz dos séculos muitos judeus se enriqueceram, mas isso lhes trouxe exclusão social devido ao seu poder econômico. Já os cristãos durante vários séculos eram proibidos de emprestar dinheiro a juros, senão eram excomungados das igreja, até que veio a reforma protestante, que trouxe aos mesmos o mesmo entendimento que os judeus faziam em relação ao dinheiro (princípios judaicos A.C., de que o dinheiro pode ser utilizado paro o bem, e que todos podem gozar do dinheiro bem ganho), o que acabou caracterizando a sociedade moderna, onde nosso sistema econômico é o capitalismo. Bem, então os fatos que ocorreram anteriores à segunda guerra mundial é que os alemães (o povo, principalmente os trabalhadores) estavam sofrendo com um alto índice de desemprego, com sérias dificuldades econômicas, inclusive muitas famílias passando fome, a Alemanha endividada inclusive pelo tratado de Versalhes onde a Alemanha assumiu enorme dívida por aceitar ser a responsável pela primeira guerra mundial, ao mesmo tempo que viam pessoas de outras classes sociais abastadas, com total poderio econômico, no caso em sua maioria os judeus. Sendo assim esta foi a motivação principal (poder econômico). Claro que para dar apoio e ênfase para justificar a guerra, Hitler se apoiou num estudo do século XIX chamado Eugenia, realizado por Francis Galton, onde pegou a idéia de criar uma raça "superior", e assim "justificou" a guerra usando princípios etnicos e religiosos, quando na verdade o principal acontecimento foi matar os judeus para pegar suas riquezas, depois tudo isso se tornou obsessão, vício de poder, daí tudo se seguiu num efeito dominó.
A guerra ao terror e o terrorismo são a mesma coisa, a mesma motivação, porque será que o ataque foi às torres gêmeas, principal símbolo de poderio econômico do planeta? E porque será que os EUA invadiram o Kwait, quando o Osama estava no Afeganistão? Para entender basta assistir aos documentários do Michael Moore...
A questão é que podemos analisar todas as guerras e conflitos e sempre vamos chegar a mesma conclusão! Não são as religiões que causam as guerras e sim os homens, devido a carência de conhecimento, educação, e desigualdade social. As igrejas ou as religiões nunca são a causa, e sim quase sempre um meio, mas se as religiões não existissem, os "senhores da guerra" encontrariam outros meios, e ao mesmo tempo quantos conflitos e quantas guerras os ensinamentos religiosos já não evitaram? Incalculável...

Lembrando que nós os homens somos a igreja!

Daí alguém vai me dizer se as igrejas têm tanto dinheiro, porque não ajudam ao próximo? porque não vendem todo o patrimônio e dão aos pobres? Eu posso responder pela Igreja Católica:

A igreja Católica é a instituição mais antinga da terra. Se fosse uma empresa privada, seria a maior do mundo, não apenas em tamanho mas em termos de volume do seu patrimônio e sua riqueza e por sua presença em quase todo o país do mundo. Sua importância, porém, não se restringe ao seu tamanho e número de fiéis batizados. Foi a Igreja Católica que criou, por exemplo, o sistema universitário, os métodos de pesquisa científica ou a filantropia instituicional, sem a qual a palavra caridade, que significa amor, não teria sequer o sentido que têm hoje nas sociedade ocidentais. Contudo, apesar de inúmeros outros feitos de valor, o mais nótorio deles: a caridade da Igreja Católica, é infelizmente, ignorada tanto pelos católicos como não-católicos. Assim, a Igreja Católica é sistematicamente cristicada por sua riqueza.

A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância. Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos;60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos;2.370 jardins de infância. Além disso, há inúmeras instituições de caridade Católicas espalhadas pelo mundo que operam nos mais diversos campos, como por exemplo, enviando alívio à áreas de desastre ou simplesmente distribuindo alimentos aos necessitados. A mais proeminente dessas organizações é a Caritas Internacional, que atua promovendo justiça social, alívio em zonas de conflito, guerra e de desastres naturais, bem como, a sobrevivência diária dos pobres e marginalizados do mundo.

No Brasil, podemos seguramente dizer que a contribuição da Igreja Católica para a Saúde pública foi mais valiosa do que a de muitos governos já existentes no país. Na década de 50, quando a rede pública de saúde ainda não contava com uma capacidade operacional expressiva, eram as casas de caridade da Igreja Católica que cuidavam das pessoas que não tinham condições de se tratarem em um hospital. As Santas Casas de Misericórdia e Sanatórios eram e continuam a ser dirigidos e subsidiados pela Igreja Católica, e têm as freiras e religiosos católicos como importante fonte de recursos humanos.

Seria quase impossível listar e numerar as atividade e contribuições da Igreja Católica no campo da caridade. O vídeo abaixo mostra algumas maneiras pelas quais a Santa Igreja tem, ao longo dos séculos, posto em prática as palavras de Cristo sobre a caridade e o amor ao próximo.












O patrimônio que a igreja possui não possui valor comercial, pois quase todas as igrejas (principalmente as históricas) são tombadas como patrimônio histórico veja o exemplo do que aconteceu com um cardeal de Milão logo após a segunda guerra:

O Cardeal de Milão necessitava de dinheiro para reconstruir as igrejas da cidade, devastadas pelos bombardeiros. Foi pedir empréstimos aos bancos. Os banqueiros pediram quais bens a diocese tinha para hipotecar em caso de não restituição do empréstimo. O Cardeal era um homem santo, mas entendia pouco de negócios comerciais; ofereceu de hipotecar o dom de Milão. Uma catedral maravilhosa, de valor inestimável! Os banqueiros responderam: “Não é um bem comerciável! Quem a compraria? Tem só despesas de manutenção!”

Um exemplo para aguçar a percepção dos gastos globais da Igreja:

http://veja.abril.com.br/060808/p_097.shtml

Diferente da visão de instituição bilionária ou trilhonária que muitas pessoas têm da Igreja Católica,o Estado do Vaticano, tem um PIB de 333 milhões de dólares (muito diferente dos bilhões ou trilhões que muitos pensam que a Igreja tem),ou seja, o Vaticano é a 179° economia do mundo.

A Igreja em outras epocas foi muito mais rica que agora,pois durante a Reforma Protestante e até mesmo no processo de independência e unificação da Itália,a Igreja perdeu grande parte de suas terras do Estado Pontifício,restando apenas o Vaticano que é o menor país do mundo , e que conta atualmente com 800 habitantes.

Ou seja , o patrimônio da Igreja Católica atualmente no momento que escrevo este artigo são 333 milhões de dólares.Não chega nem aos bilhões que muitos por ignorância afirmam que a Igreja tenha.Grande parte dos bens materiais que a Igreja têm (Catedrais,obras de arte,doações de reis da Idade Média) não podem ser vendidos por se tratarem de patrimônios da humanidade)

Com certeza estes 333 milhões de dólares que é o PIB do Vaticano seja para nós muito dinheiro,mas enquanto o Vaticano é a 179 ª economia do mundo,o Brasil é a 7 ª maior economia do mundo,com um PIB de 2 trilhões de dólares.Nem sequer são milhões,mas trilhões de dólares que é o PIB de nosso país,onde todos sabemos que é pelo PIB que se mede a riqueza e o progresso econômico de uma determinada região.





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